segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mais um ano de tentativas!!! Lá vem 2011....

Gentem....a intenção deste blog é motivar e dar força as mulheres que já fizeram muitos tratamentos e que não conseguem engravidar!
Ter um bebê é muito mais difícil do que se imagina,por isso volto aqui para contar para vcs que já estou na 5 FIV....e nada!!!
Minha última foi em novembro de 2010, a expectativa de sempre, todo mundo torcendo, mas não foi desta vez.´
Vou contar uma coisa, é muito, muito, muito difícil pegar um resultado negativo, porém a vontade de ser mãe, é muito, muito, muito maior!!!
Gostaria de ouvir estórias de mulheres que passaram por esta experiência e um dia se sentiram desanimadas e tristes, achando que nunca conseguiriam e que hoje são mamães muito felizes!!!
Depois de tantos anos tentando engravidar e de muitas decepções, em 2011 eu vou fazer FIV de novo!!! Claro que enquanto isso, eu e meu amorzinho vamos treinando à moda antiga!!rsrsrsrs.
O importante é que sou brasileira, e NÃO DESISTO NUNCA!!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tudo sobre o Indux

Tudo sobre o INDUX

A cada dia que passa me assusto mais com a quantidade de pessoas que acham que os remédios são milagrosos, que curam qualquer problema! Tenho visto diversas dúvidas na internet sobre o Citrato de Clomifeno, o famigerado Indux (ou o Clomid) e pessoas que insistem em tomar estes medicamentos sem orientação profissional adequada.

Vou tentar esclarecer algumas dúvidas. Pra começar, estes medicamentos são antagonistas dos estrógenos, ou seja, eles induzem o aumento da produção de FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (Hormônio Luteilizante), que tem como resultado a ovulação, que ocorre geralmente de 6 a 12 dias depois da série.

Este medicamento só é indicado para mulheres que comprovadamente NÃO OVULAM de forma alguma. Algumas mulheres ficam desesperadas por não conseguirem engravidar e resolvem tomar estes medicamentos por conta própria, o que não é seguro ou indicado. Não são comuns mulheres que não ovulam, em geral a ovulação pode ser diminuída. O tratamento com Indux deve ser começado depois de descartadas todas as outras possibilidades de infertilidade: nem sempre é a mulher que não pode ter filhos, vários homens tem uma produção de espermatozóides diminuída, ou a maturação deles não é completa, ou o sêmen não é de boa qualidade; se desesperar e sair tomando remédio por aí não é a solução para ninguém.

Mesmo em mulheres, as causas da infertilidade são diversas. Há mulheres que têm falhas fisiológicas ou anatômicas, ou até distúrbios hormonais (de tireóide, por exemplo) e nestes casos o Indux não é o medicamento mais indicado.

Além disso, o remédio pode causar aborto (em 19% dos casos tratados ocorreram), gravidez ectópica, parto prematuro ou, quando tomado inadvertidamente no começo da gravidez, anomalias no feto (que ocorrem em 7 de cada 8 fetos). Pode diminuir a produção de leite, é contra-indicado para mulheres com disfunções hepáticas e é um perigo para pacientes com cistos ovarianos (podem aumentar o tamanho dos mesmos) ou com carcinomas endometrial.

Outros problemas muito sérios estão sendo estudados e relatados em artigos científicos com certa freqüência: defeitos no tubo neural do feto e síndrome de Down. Além dos problemas para o feto, são relatadas inúmeras reações adversas relacionadas ao Clomifeno, que em geral acabam com a suspensão do uso da droga.

O modo de usar é outro problema. Não é fácil de entender, por isso necessita ainda mais de acompanhamento médico. São 3 ciclos:

· 1° ciclo: 50mg (1 comprimido) por 5 dias. Em pacientes que não menstruam pode-se iniciar o tratamento em qualquer dia. Se ocorrer menstruação espontânea, deve-se tomar o medicamento no 5° dia do ciclo menstrual. Se a ovulação ocorrer no primeiro ciclo, não há necessidade de aumentar a dose nos outros 2.

· 2° e 3° ciclos: 100mg (2 comprimidos) por 5 dias, com começo após 30 dias do ciclo anterior. Não se deve ultrapassar a dosagem de 100mg por dia e mais ciclos além dos 3 são contra-indicados.

Outro efeito comum do medicamento, é a gestação múltipla. 7,9% das pacientes tratadas tiveram gêmeos (7%), trigêmeos (0,5%), quadrigêmeos (0,3%) e até quíntuplos (0,1%). Aí vem aquela idéia idiota: “Eu sempre sonhei em ter gêmeos, vou tomar o Indux pra alcançar o meu sonho!” Não seja burra, a chance de ter gêmeos é baixa e, além disso, pode causar danos para você, para a(s) criança(s)!

Outro uso um tanto inusitado (mas tão idiota quanto) que eu vi por aí, foi utilizar estes medicamentos como Anabolizantes. Estranho não? Mas não é mentira não. O Clomid aumenta a produção de testosterona e espermatogênese em homens. Além disso, ainda incentivam o uso do remédio concomitante com HCG (Gonadotrofina Coriônica), outro hormônio utilizado no tratamento da infertilidade feminina. Gente! Quer músculos? Vá malhar! Será que ninguém diz para estas pessoas que estes medicamentos podem causar aparecimento de caracteres femininos (aumento dos seios, afinar a voz, diminuição dos pêlos) e também impotência sexual?

É absurdo o uso abusivo dos remédios que as pessoas fazem ultimamente. Tem problemas para engravidar? Procure um médico, um especialista no assunto. Faça vários exames e só utilize medicamentos com orientação adequada. É mais seguro para você e para seu futuro bebê. O desespero não é bom conselheiro! Se você já tem uma idade mais avançada é ainda mais necessário que busque um profissional, em geral, mulheres mais velhas têm gravidez de risco e é essencial acompanhamento médico nestes casos!

Lembrem-se que mesmo que você não consiga ter filhos de forma convencional, ainda há chances pela fertilização in vitro! Pense bem, você não vai gastar seu dinheiro, seu tempo e suas esperanças à toa, não é?

Artigo por Miss Hayworth
Postado por Centro de Fertilidade da Rede D'Or às Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010
Marcadores: medicação
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Qdo a fecundação não se dá in vitro

RAQUEL DO CARMO SANTOS

Muito se fala dos casos de sucesso da fertilização in vitro, técnica conhecida como “bebê de proveta”, cuja fecundação do óvulo pelo espermatozóide ocorre fora do corpo, em laboratório especializado. Depois de um processo muitas vezes difícil e desgastante, o casal exibe o bebê como um marco de vitória. Mas nem sempre a história termina bem. Muitos não alcançam o sucesso desejado. “Frente ao diagnóstico de infertilidade, muitos casais procuram a técnica na busca por um filho biológico. Este tratamento apresenta aspectos difíceis como, por exemplo, injeções de hormônios, a anestesia, obtenção das amostras de espermatozóides e a ansiedade durante cada etapa do tratamento”, destaca a psicóloga Juliana Nicolau Filetto, que investigou o universo dos casais que passam pelo processo.

As exigências do tratamento, segundo Juliana, provocam nos casais um considerável desgaste físico e psíquico, envolvendo vivências de angústia, esperança, frustração, preocupações com as questões econômicas, pressões familiares e sociais, entre outras. O que surpreendeu a psicóloga foi que mesmo os procedimentos de fertilização não oferecendo garantia de gravidez, muitos casais iniciam os procedimentos com alta expectativa em relação à gestação. “É como se, ao iniciar o processo, já se ter a garantia da gravidez”, explica.

No mestrado, defendido em 2004, na Faculdade de Ciências Médicas e orientada pela professora Maria Yolanda Makuch, Juliana entrevistou 92 casais que não tiveram sucesso na fertilização, no período de 1995 a 2000, no Ambulatório de Reprodução Humana do Hospital da Mulher-Caism. No doutorado, defendido este ano, ela selecionou nove casais e fez uma nova análise do material colhido, aprofundando o assunto. Seu objetivo foi basicamente descrever as vivências de homens e mulheres ao estarem iniciando os procedimentos e em longo prazo após o fracasso da terapêutica.

Em suas conclusões, Juliana constatou que dos nove casais, apenas dois adotaram filhos como uma forma de reorganizar os projetos de vida. Um deles não tinha filhos, mas no caso do outro, a parceira já possui um filho do relacionamento anterior e desejava que seu parceiro exercesse a paternidade. Um dado curioso da pesquisa foi observar que dois casais, mesmo já tendo filhos biológicos, tinham o desejo de constituir uma família maior.

No estudo, os casais sem filhos decidiram realizar novas tentativas de fertilização in vitro em clínicas particulares. “Eles acreditavam que pagando pelo tratamento teriam a garantia da gravidez. Já os demais casais se dedicaram a outros projetos de vida que não fosse o de conceberem um filho biológico”, esclarece. A psicóloga observa que várias foram as formas encontradas por esses casais para se reorganizarem.

Os resultados da pesquisa, segundo Juliana, podem contribuir para um maior conhecimento de vários aspectos para os casais que decidirem pela fertilização in vitro, pois relata as vivências em cada etapa da terapêutica. Aos profissionais de saúde, Juliana acredita que permitirá oferecer um serviço de orientação aos casais antes, durante e após o tratamento. “Creio que reduziria a expectativa, ansiedade e sintomas depressivos, procurando favorecer um bom funcionamento psicossocial após a não-gravidez”, explica a psicóloga.

Fonte: Jornal da UNICAMP - http://www.unicamp.br/



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Ministério da Saúde fixa critérios de acesso dos casais às técnicas de procriação medicamente assistida.

Ministério da Saúde fixa critérios de acesso dos casais às técnicas de procriação medicamente assistida.


No seguimento da política de incentivo à Procriação Medicamente Assistida (PMA) e de forma a, gerindo criteriosamente os recursos, continuar a facilitar o recurso a cuidados altamente especializados, a Ministra da Saúde aprovou os critérios de acesso dos casais às técnicas de PMA.

Estes critérios foram fixados tendo por base orientações de natureza estritamente técnica e de custo-benefício em saúde materno-infantil e são similares aos que prevalecem em grande parte dos países europeus.

Assim, quando o Sistema FERTIS entrar em funcionamento, serão admitidos todos os casais, cuja mulher se enquadre nos seguintes critérios:

Qualquer mulher, independentemente da sua idade, desde que referenciada pelo Médico de Família, pode aceder a uma consulta de apoio à fertilidade;
Todas as mulheres que não ultrapassem os 42 anos (41 anos e 364 dias) e que tenham indicação clínica para o fazer, serão admitidas ao conjunto de Técnicas de PMA de 1.ª linha (indução de ovulação e inseminação intra-uterina);
Todas as mulheres que não ultrapassem os 40 anos (39 anos e 364 dias), com indicação clínica para tal, serão admitidas às Técnicas de PMA de 2.ª linha (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóide).
Com base nestes critérios, o Serviço Nacional de Saúde (SNS), em termos de financiamento, garante:

Todos os tratamentos de Indução de Ovulação;
Até 3 ciclos de Inseminação Intra-Uterina;
Durante o ano de 2010, um ciclo de Fertilização in Vitro e injecção-citoplasmática de espermatozóide, sendo que, a partir de 2011, o SNS assumirá o pagamento até 3 ciclos das Técnicas de PMA de 2.ª linha supra-citadas.
A aprovação destas regras foi hoje anunciada à Associação Portuguesa de Fertilidade.


Lisboa, 26 de Janeiro de 2010




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Informação adicional
Marcos da PMA no SNS português

2006


Aprovação da Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho, que regula a utilização de técnicas de Procriação Medicamente Assistida;
Decreto-Regulamentar n.º 5/2006, de 11 de Fevereiro, que regulamenta a Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho.
2008


Despacho n.º 14788/2008, de 6 Maio, que cria o Projecto de Incentivos à PMA;
Despacho n.º 24855/2008, de 26 de Setembro, que aprova a Rede de Referenciação de Infertilidade e o Programa de Formação de Infertilidade e cria o Programa Vertical de 12 Milhões de Euros para requalificação da resposta pública à infertilidade.
2009

Portaria n.º 154/2009, de 9 de Fevereiro, que aprova a tabela de preços para os tratamentos de PMA;
Despacho n.º 10789/2009, de 20 de Abril, que cria um regime excepcional de recuperação de listas de espera para técnicas de 2.ª linha de PMA;
Despacho n.º 10910/2009, de 22 de Agosto, que cria um regime especial de comparticipações dos medicamentos destinados ao tratamento da Infertilidade.
O que é o sistema FERTIS?


O FERTIS é um sistema de informação de apoio aos projectos de fertilidade e de Procriação Medicamente Assistida do SNS.

Vai revelar-se essencial no conhecimento da realidade epidemiológica em termos de infertilidade, na monitorização do processo de acesso às técnicas de PMA e na garantia do rigor no seguimento dos casais. Contribuirá ainda para a redução das listas de espera e assegurará uma correcta referenciação e transparência na relação complementar entre o SNS e o sector privado que venha a ser contratualizado para realização de técnicas de PMA.

Ao FERTIS poderão aceder todas as instituições e profissionais envolvidos nos projectos, bem como os utentes (casais) que, entre outras coisas, poderão ficar a conhecer em que estádio do processo se encontram e respectiva posição em eventuais listas de espera.


Números da PMA em Portugal


Em 2009 e 2010 estão a ser investidos mais de dez milhões de euros na requalificação de instituições públicas de PMA;
A rede de referenciação está a alargar a oferta pública na área da infertilidade com a criação de 4 novos centros públicos de PMA e 8 novas consultas de apoio à fertilidade.
Evolução da produção da PMA no sector público


(Ciclos de Fertilização in Vitro + Injecção intra-citoplasmática de Espermatozóide)




Ano 2006
Ano 2007
Ano 2008
Ano 2009 (números provisórios)
Ano 2010 (estimativa de produção)
Var. 2010/2006

N.º ciclos de FIV/ICSI
1170
1856
2006
2996
3646
+106%

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

embrião único

Criar embrião único é melhor estratégia para tratamento de infertilidade
Taxa de sucesso e custos da fertilização in vitro são mais favoráveis.
Riscos para o bebê e para a mãe também são menores, diz estudo.

O resultado de um estudo finlandês que avaliou os aspectos econômicos e de saúde dos diversos métodos de fertilização se propõe a esclarecer uma questão.
Seria mais eficiente implantar vários embriões ou somente um quando se faz o tratamento de fertilização?

Segundo os cientistas que publicam um artigo na revista "Human Reproduction" desta quarta (25), com os embriões únicos implantados a taxa de sucesso é superior à implantação de dois embriões em mulheres com menos de 40 anos. Alem do aspecto do sucesso das gestações o custo do procedimento é 5% mais baixo, resultando em 20 mil euros por bebê, nascido após 37 semanas, menos do que a implantação dupla.

O estudo acompanhou durante mais de 10 anos o trabalho do instituto de fertilização da Universidade de Oulu, na Finlândia. Entre 1995 e 2004 foram tratadas mais de 1.500 mulheres com menos de 40 anos.

O avanço das técnicas de fertilização permitiu que muitas mulheres consigam realizar o sonho da gestação. Ao mesmo tempo as gestações múltiplas aumentam os riscos para mães e bebês e oneram os sistemas de saúde. Segundo o Dr. Marcio Coslowsky, da Clinica Huntington, a implantação de embrião único é a alternativa fisiológica mais segura. O médico chama a atenção para o fato de que, no Brasil, as mulheres buscam as clínicas de fertilização para tratamento frequentemente só após os 35 anos.

Com relação ao aspecto dos custos, o Dr Isaac Yadid, que participou do nascimento do primeiro bebê de proveta do Brasil, chama atenção para a necessidade menor de medicações no processo de embrião único. As medicações são uma parte importante dos custos da fertilização. O ideal é que o diagnóstico e a indicação do tratamento de fertilização sejam feitos mais cedo, aumentando as opções e as chances de sucesso.

Os especialistas ressaltam que a pesquisa mostra que diversas técnicas de preservação dos embriões após sua fertilização em laboratório podem ser utilizadas. O objetivo final é a obtenção de bebês saudáveis, com menor custo e risco, através da técnica de implantação única de embriões. Atualmente os gestores dos sistemas de saúde sofrem pressões para garantir a cobertura aos tratamentos. Além da escassez de recursos habitual, estamos em tempos de crise econômica, que não poupa setor algum.

Portal MS

O presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a Lei N.º11.935, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (12), originária do Projeto de Lei 1967/2003, que tramitou durante cinco anos no Congresso Nacional, de autoria do deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS), que também é médico ginecologista-obstetra. A nova lei obriga os planos de saúde privados a cobrirem os gastos com procedimentos médicos conceptivos e contraceptivos.

Com isso, a partir de agora, mulheres, homens e casais terão acesso, nos planos de saúde privados, aos métodos para o planejamento familiar no contexto da assistência integral à saúde, tanto para a fertilização assistida (métodos conceptivos), quanto para os métodos contraceptivos (como laqueaduras e vasectomias).

"A nova lei possibilita o atendimento a casais que não tinham acesso aos métodos de concepção e contracepção, mesmo pagando altas mensalidades para os planos de saúde", salienta Geraldo Resende. "Nos casos de reprodução assistida, existem hospitais que oferecem esse atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas há sempre longas filas de espera, pois até então eram procurados por pessoas que pagam planos de saúde e não tinham essa cobertura".

De acordo com Geraldo Resende, as pessoas que não queriam enfrentar a fila do SUS muitas vezes tinham que se desfazer de seu patrimônio, já que um pacote de tratamento, incluindo várias tentativas de fertilização, chega a custar US$ 20 mil.

Luta

A luta de Geraldo Resende em favor do planejamento é uma das primeiras bandeiras que levantou, tão logo foi eleito para o primeiro mandato de vereador, em 1992. Naquela época, além das inúmeras cobranças feitas da tribuna, ele mobilizou a sociedade num abaixo-assinado que teve mais de 10 mil assinaturas, pedindo a instituição do programa na rede pública municipal em Dourados.

Naquele momento, a maioria dos vereadores votou contra, mas posteriormente o Governo Federal adotou um programa semelhante. "Isso demonstrou que estávamos no caminho certo", avalia Geraldo Resende, que posteriormente, como secretário estadual de Saúde, cargo que ocupou entre outubro de 2000 e abril de 2002, deu total incentivo ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, instituído pelo Ministério da Saúde, que entre outras ações, propõe o planejamento familiar.

Ao instituir um conjunto de ações que denominou "Rede Saúde", na secretaria estadual de Saúde, Geraldo Resende implantou, em Dourados, o primeiro Hospital da Mulher do Estado e priorizou a implantação de Centros de Referência à Saúde da Mulher, com a proposta centralizar, em uma unidade, as diversas ações e programas voltados para o atendimento à saúde da mulher na infância, adolescência ou velhice.

A Lei N.º 11.935, sancionada pelo presidente Lula altera o art. 35-C da Lei N.º 9.656, de 3 de junho de 1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. A novo texto tem a seguinte redação: "Art. 35-C. É obrigatória a cobertura do atendimento nos casos: I - de emergência, como tal definidos os que implicarem risco imediato de vida ou de lesões irreparáveis para o paciente, caracterizado em declaração do médico assistente; II - de urgência, assim entendidos os resultantes de acidentes pessoais ou de complicações no processo gestacional; III - de planejamento familiar".

Fonte: Portal MS